Lacuna, vídeoinstalação 

Jaque Jolene investiga um espaço cultural onde funcionou uma indústria farmacêutica levando a tira colo seu suco de plantas medicinais e germinados.

Jaque Jolene investigates a cultural space where was a pharmaceutical industry, taking with her medicinal plant juices and germinated seeds.

Lacuna ficou em exposição no Instituto Tomie Ohtake durante o mês de maio/2016. Arte atual: Quadro, desquadro, requadro, curadoria de Olivia Ardui e Paulo Miyada.

Márcia Beatriz Granero recorre à sintaxe do cinema clássico em Lacuna. No entanto, para ela se trata menos de apontar para a falácia da construção da narrativa cinematográfica e seus fantasmas, que de revelar histórias por detrás de uma arquitetura e, particularmente, de um espaço expositivo. Com que intuito uma instituição ou espaço independente foi construído e em que condições? Em que local da cidade eles se encontram e que relação estabelece com o seu entorno? Como o local se modificou e quais as dinâmicas por detrás dele? Essas são algumas perguntas que motivam as investigações de Jaque Jolene, personagem fictícia criada por Márcia Beatriz. A partir de repetidas visitas ao local e uma pesquisa minuciosa sobre suas histórias oficiais e oficiosas, uma ficção é elaborada em curtas narrativas, sempre permeadas de humor, mas cuja estrutura fragmentária e enigmática muitas vezes espelha os próprios relatos e memórias sobre esses locais de legitimação e exibição da produção artística.
Assim, depois da Pinacoteca, do Centro Cultural São Paulo, do Phosphorus e do Paço das Artes, em Lacuna é a vez do Instituto Tomie Ohtake passar pela lupa de Jaque Jolene. O suspense atravessa toda a narrativa, entrecortada por cartelas e espaços sonoros distintos. Mas em meio à desconexão narrativa, espacial e sonora, a unidade do estilo da arquitetura que enquadra Jaque perdura: reconhecemos a sinuosidade e imprevisibilidade tanto da arquitetura de Ruy Ohtake, quanto das esculturas de Tomie Ohtake que figuram nesses espaços. Apesar de cada sequência ser filmada em locais distintos do Instituto Tomie Ohtake e da Aché Guarulhos, a impressão é que Jaque percorre um só edifício. Essa continuidade formal da arquitetura constitui um dos pontos nevrálgicos do trabalho que traz à tona a ligação do Instituto com a empresacomo parte do Complexo Cultural Aché.
Texto "Luz, câmera, ação?" escrito por Olivia Ardui para exposição Arte Atual no Instituto Tomie Ohtake.

Exibições/ Exhibitions
CosmiX II Pink Flamingo edition, Paris, França;
"Videolands", MOMus-State Museum of Contemporary Art, Greece;
TEA Tenerife Espacio de las Artes, Isla Canarias;
MADATAC - 10ª Muestra Internacional de Arte Digital Audiovisual y Tecnologías, Spain;
Sharjah Film Platform, Sharjah Art Foundation, United Arab Emirates PROGRAMME 18;
BCK Film Symposium, Athens, Greece;
V Festival de Arte Contemporáneo ArtSur 2018, La Victoria, Andalucia, Spain;
FONLAD International Video & Perfomance Art Festival, Museu da Água, Portugal; 
Platforms Project, Atenas, Grécia;
9th edition Wordless International Short Film Festival * Sydney, Australia & Qazvin, Iran;
Women Media Arts and Film Festival, Australia;
flEXiff Experimental International Film Festival, Australia;
Il Campus Festival, Forlí, Itália;
Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil.